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Cemig e AngloGold contabilizam ganhos da computação na nuvem

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O conceito de computação em nuvem, aos poucos, vai vencendo a resistência de grandes empresas quanto à sua utilização. Dois exemplos foram apresentados nesta quarta-feira, 28/09, durante o Cloud Computing Forum Mundial América Latina, realizado em São Paulo.

Pedro Augusto de Oliveira, gerente de TI da mineradora AngloGold, e Jamir Teodoro, CIO da Cemig, contaram que benefícios suas empresas vem obtendo com a computação em nuvem. O executivo da AngloGold lembrou que o caminho da companhia rumo à nuvem começou há quatro anos, com um projeto de virtualização.

“Fizemos isso em função da demanda, e hoje temos 90 servidores virtualizados e 40 TB de storage”, lembra. De acordo com Oliveira, a necessidade de ter uma estrutura de TI nas minas de ouro exploradas pela companhia, que fica sediada em Nova Lima (MG), fez com que a AngloGold construísse sua própria estrutura de TI.

Daí para a construção de uma nuvem privada foi um passo. Hoje todos os sistemas da companhia estão hospedados em nuvem, com exceção, por enquanto, do ERP. “Hoje utilizamos um sistema de gestão australiano, mas acabamos de adquirir o SAP ERP e vamos migrar em breve”, revela Oliveira.

O interessante é que uma das premissas colocadas pela companhia para a migração para o novo sistema de gestão foi sua hospedagem em uma nuvem pública. “Este é nosso objetivo e estamos trabalhando para isso. Os estudos que fizemos até aqui mostram que não haverá problemas de desempenho e de armazenamento”, diz.

Na Cemig, formada hoje por 58 empresas, o conceito de cloud computing começa a ganhar espaço. “Temos hoje empresas de diversos tamanhos e não dá para imaginar uma solução em nuvem padrão para todas elas”, afirma Jamir Teodoro. Não para todas, mas o sistema de gestão, utilizado hoje por 17 empresas do grupo, fica hospedado em uma nuvem privada.

Além dele, a Cemig tem hoje alguns aplicativos específicos hospedados em nuvens públicas, como é o caso do sistema de avaliação de desempenho utilizado pela área de recursos humanos da companhia. “Diversas empresas do grupo têm sistemas hospedados na nuvem da Ativas”, diz o executivo, lembrando que na escolha deste fornecedor especificamente contou muito o fato dele estar baseado em Belo Horizonte.

Apesar de aprovar o uso da nuvem, Oliveira, da AngloGold, diz que ainda há obstáculos. Um deles é a falta de estrutura de telecomunicações fora dos grandes centros. “Nova Lima fica a 15 quilômetros de Belo Horizonte e lá não há serviço de TV a cabo, por exemplo. Isso é um limitador para o uso da nuvem”, diz.

Outro ponto é o desempenho da rede. Ele lembra que, nas condições apresentadas hoje, alguns aplicativos críticos utilizados pela mineradora jamais irão para a nuvem. “É o caso dos aplicativos de geoprocessamento, por exemplo. São muito pesados e requerem muita disponibilidade de tráfego. Com as redes atuais, não há garantia de que teremos o fluxo o adequado”, diz Oliveira.

Convergência Digital

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